Querem saber sobre a aula mais difícil? Saibam entao que todas sao!
Quatro horas que parecem nunca acabar. Nao é fácil essa vida de pré-vestibular. E por falar nisso, quem nao concorda em estipular a ditadura dos estudos e exilar essa prova infernal? Mandemos ela para bem longe daqui!
Mas enquanto meus planos de uma ditadura contra as provas de vestibulares ainda nao funciona, falemos entao do que é de real interesse dos senhores leitores.
As aulas.
Começo assim, pelo mais difícil.
Folheio o caderno atrás de um refresco na memória, isso nao me toma muitos minutos, pois já acho a confusao e os rabiscos de uma certa aula que tanto me cansa.
Lembro bem, o professor simpático que nas primeiras aulas nos enganou com discussoes interessantes sobre o tal preconceito linguistico, mera enganaçao para aqueles que achavam que a gramática tinha sido deixada de lado.
Pouco tempo depois, meu cérebro já estava se bagunçando.
PERÍDO, FRASE, ORAÇAO!
interminável gramática, verbos nao nocionais,nocionais sem noçao! que transita nao transita, termos, oraçao, heresia, sujeito ali, que nao está, que se escondeu. foi-se embora e nao termina. foram-se os sujeitos vieram entao os predicados. nao acaba, nao termina, se integra, complementa. me deixa tonta...
Entao, este é o português? Meu português? Nem parece a língua materna, a língua que me é tao familiar. Antes tao corriqueira, agora nada mais é do que gramática. Pragmática, antiprática. Para os senhores doutores e professores, nao basta saber falar, tem que saber gramática. E viva o professor Filemon!
Regras e regras, coisas e coisas, e quem diria que algo tao simples podia ser tao complicado?
Hehehehehehe... Calma e confiança! O professor que pregava contra o preconceito linguístico ainda está aqui! Aquilo não foi conversa pra "nóis" dormir!
ResponderExcluirVocê já ouviu que devemos conhecer bem nossos amigos, mas ainda mais nossos inimigos? Para saber o que foge à regra, devemos antes saber que regra é essa da qual está se fugindo, não?
E não se esqueça, aquele bando de regras difíceis NÃO SÃO a tua língua materna, a tua língua espontânea, tua vernácula, tua língua de amores, risos e dores. Aquele bando de regras são... um bando de regras! Por mais chatas que sejam, elas são necessárias, principalmente, à língua escrita, aquela língua que temos de aprender a usar, não a que crescemos falando...
Regras diversas ainda terão de fazer parte da nossa jornada. Porém, ao invés de se entristecer ao confrontá-las, lembre-se de que as mesmas regras que te dão calafrios às terças amedrontaram e ainda põem medo em muitas pessoas que, ao invés de sucumbir a elas, enfrentam-nas, subjugam-nas e fazem delas ferramentas para obras grandiosas.
Não tema as regras, domine-as, use-as! Faça delas guias no reino das palavras e com certeza você conseguirá feitos incríveis!
Abraço
Sophia quando você encontrar essa tal de Regra encare-a como se encara um bicho, desses arredios.
ResponderExcluirNão entre de sola nem de cabeça baixa, olhe com complacência (quase simpatia), finja que a respeita, dê um pouquinho de confiança (mas só um pouco).
Quando ela estiver mais a vontade se aproxime,adule a dita cuja, faça um carinho,fale no seu ouvido como se vocês fossem intimas - amigas de infância.
Aí então "finalize-a", tire os espinhos, durezas, inflexões.
Saboreie, tão somente, as partes nobres, transforme-as em proteína, insumo, criação!!
Grande abraço e continue nos brindando com mais postagens!