segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Do sumiço incontrolável

Sumiço incontrolável porque eu esqueci totalmente deste blog!
Mas agora, começo do ano, bate aquela sensação de mudança, de novas ideias, a vontade de escrever reaparece e por isso eu vim ver como estavam as coisas por aqui... Bom, neste blog as coisas estão paradas! Mas na minha vida, não.
2014 foi um ano diferente, difícil, mas necessário... Muitos erros cometidos e talvez que nunca possam ser reparados, erros desnecessários. Mas a gente sempre aprende, não é mesmo?
Não queria ter passado por muita coisa que eu passei, queria ter passado por muita coisa que não passei.
No fim das contas, cada semestre de 2014 pareceu um ano inteiro, foram muitas experiências.
Foi o ano de "Arlequim - Servidor de dois Patrões', "Futebol, paixão de Nelson Rodrigues" e "O amor pela liberdade nos trouxe até aqui". De uma pessoa totalmente inexperiente com o teatro, que não sabia o que era falar o texto, para três peças em um ano! Ok, três peças da escola, mas ainda assim três peças. Cada uma tão diferente da outra...
Pude entrar em contato com professores, diretores e pessoas extraordinárias. Me encantei ainda mais pelo teatro e agora pretendo até mesmo fazer um novo vestibular e cursar artes cênicas, já que faço apenas um curso profissionalizante.
Esse ano também comecei a estudar lírico mais seriamente... Fui de uma voz totalmente sem agudos, para a ária da Musetta! E tem sido divertido, interessante! Mas difícil! E como é difícil. Passei por muitas crises de identidade e ainda passo. Para falar a verdade, ainda não sei direito qual a direção a tomar. Fico me perguntando se isso é um problema.
Eu sempre pensei que deveria estudar tudo e estar preparada, que o caminho certo iria aparecer e aí então que eu começaria a me especializar. Mas hoje em dia tenho minhas dúvidas. Não seria melhor escolher de vez esse caminho e correr atrás disso? Ter um objetivo um pouco mais concreto?
Não que eu não tenha objetivos, eu tenho, mas talvez eles sejam muito vagos.
É normal ter crise de identidade aos 22 anos? Muitas perguntas, poucas respostas. Mas sim, crise de identidade pois estou voltando a uma busca que tive aos 12. Quero descobrir o que eu sou de verdade, do que eu gosto. Não quero um gosto comprado, quero saborear minhas próprias escolhas. E isso vale para tudo: desde estilo de vida até minha carreira.
Nunca me considerei supersticiosa, mas a verdade é que 2015 já trouxe muitas mudanças, talvez não mudanças materiais, mas mudanças dentro de mim. Inquietude, dúvida, agitação, contestação, não vou mais aceitar qualquer coisa. Quero meu lugar ao sol e 2015 é o ano de correr atrás disso!